Investimento em Renda Fixa: CDB

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Dinheiro acumulado na mão de uma pessoa
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Os Certificados de Depósitos Bancários, conhecidos como CDBs, são títulos financeiros emitidos por instituições financeiras – os bancos – e vendidos ao público – os investidores – como forma de captação de recursos.

Para simplificar, podemos dizer que investir em um CDB é nada mais que emprestar dinheiro ao banco. Dessa forma, faz-se o contrato, que é a aquisição do CDB, e a aplicação (empréstimo do dinheiro). E, então, ao final da vigência do contrato, recebe-se uma quantia em juros por esse empréstimo.  

E se em um empréstimo há uma taxa de juros a ser cobrada pelo dinheiro emprestado em um período de tempo… Da mesma forma em um CDB há uma taxa de juros que condiciona a remuneração do investimento, assim como o tempo de vigência desse empréstimo/investimento.

Qual o prazo de vigência de um CDB?

Cada CDB terá um prazo de vigência diferente, conforme qualquer empréstimo. Alguns poderão vencer em menos de 1 ano, outros, terão duração de 2, 3 ou até mesmo 5 anos. No ato da aplicação em qualquer um desses títulos. Essa data de vencimento deverá estar bem clara para você! Pois lembre-se que, na maioria dos casos, esse dinheiro só poderá ser resgatado na data de vencimento.

Qual a remuneração em um investimento em CDB?

Os CDBs remuneram os investidores por meio de taxas de juros sobre o capital investido. Tais taxas podem ser fixas e inalteradas, chamadas de pré-fixada. Ou podem estar vinculadas a índices econômicos (como Selic, IPCA e CDI) e são chamadas de pós-fixadas.

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CDB pós-fixado

Em CDBs com rendimentos pós-fixados, as taxas de juros que condicionam a remuneração da aplicação são vinculadas a índices que variam conforme o cenário econômico. Os mais utilizados são os CDIs (Certificado de Depósitos Interbancários) e a Selic. Então, a remuneração é determinada pelo desempenho de indicadores da economia. Dessa forma, as previsões de mercado são analisadas para estimar os valores da remuneração final desses títulos.  

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Exemplo de CDB pós-fixado.
Certificado de Depóstivos Interbancários.
Fonte: App Renda Fixa

No exemplo acima, aplicando R$ 1.000 em um CDB com uma taxa anual de juros pós-fixada em 125% do CDI. Como hoje o CDI está em 5,90% ao ano, há uma previsão de que você terá após 2920 dias uma rentabilidade de 73,01% e uma retirada no valor líquido (já descontado os impostos) de R$ 1.730,13. Repare que a palavra previsão está em negrito, pois o CDI é variável e, até o vencimento do CDB ele pode aumentar ou diminuir, o que irá alterar o resultado final do investimento.

CDB pré-fixados:

Em CDBs com rendimentos pré-fixados, a taxa de juros que condiciona a remuneração da aplicação é fixada no momento da aquisição do título e é invariável durante todo o período de aplicação. Portanto, a remuneração é determinada no momento da aplicação e não será alterada até o fim da duração do CDB.

Exemplo de CDB pré-fixado.
Certificado de Depóstivos Interbancários.
Fonte: App Renda Fixa

Vejamos o exemplo acima: aplicando R$ 1.000 em um CDB com uma taxa de juros pré-fixada em 8,20% anuais, você terá após 2920 dias (que é quando o título vence) uma rentabilidade de 74,63% e uma retirada no valor líquido (já descontando os impostos) de R$ 1.745,25. Neste caso, como é pré-fixado, a rentabilidade não se altera conforme índices econômicos, ou seja, não importa se a SELIC ou o CDI irão aumentar ou diminuir durante a vigência deste investimento, você tem a certeza do valor exato que irá receber no momento do “empréstimo”.

O CDB é um investimento seguro?

Sim, pois os investimentos em CDBs são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para valores de até R$250 mil por CPF e por instituição bancária, com limite de teto de 1 Milhão resgatados em garantia a cada 4 anos.

O CDB é isento de impostos?

Não! As aplicações em CDBs obedecem à Tabela Regressiva de Imposto de Renda para títulos de Renda Fixa. E, caso o resgate das aplicações ocorra em um período inferior a 30 dias, também incidirá o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

Veja também: Porque Investir na Bolsa de Valores?

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Lucas Souza é Empreendedor e Investidor há mais de 10 anos. Engenheiro eletricista pela USP, possui MBA em finanças pelo IBMEC e tem extensão em finanças University of Michigan. É o fundador da CIANO Escola de Finanças e Investimentos, Vice Presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários e também representa o Brasil na aliança Jovem Empreendedora do G20 pela CONAJE.

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