Investimento em Renda Fixa

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investimento em renda fixa
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Acredito que a primeira coisa que você busca em um investimento é fazer com que o seu dinheiro trabalhe para você. Isto é: colocar o dinheiro em um lugar que te dê um retorno sem muito esforço.

Nesse sentido, o objetivo desse artigo é falar sobre os investimentos em que você coloca seu dinheiro e saberá “exatamente” o quanto irá receber por ele, os chamados investimentos de Renda Fixa.

Os tipos de investimentos de renda fixa mais comuns são: CDB, Tesouro Direto, LCI e LCA, Letra de Câmbio, CRI/CRA, Debêntures.

Chama-se renda fixa justamente porque são investimentos que possuem a rentabilidade fixada no momento da aplicação. Dessa forma, o investidor saberá qual será a rentabilidade esperada com o investimento.

Eles funcionam como empréstimos ao emissor dos títulos. Em outras palavras, os investidores emprestam dinheiro para instituições e recebem uma compensação por isso.

Por outro lado, essas instituições emitem os títulos e recolhem o dinheiro. Com isso, as instituições ficam com a obrigação de pagar os juros combinados nesse empréstimo, seguindo um calendário do título: pagar tudo no final do “contrato”, de seis em seis meses ou de outra forma previamente combinada.

É exatamente por isso que títulos de renda fixa também são chamados de títulos de dívida.

Sendo assim, a instituição financeira (emissor) irá emitir o título e o investidor (cedente) irá ceder dinheiro em troca do título, ou seja, comprar o título.

Quais são as características de um título de dívida?

Já falamos que os títulos de dívida são negociados entre os emissores e os cedentes.

O título emitido pela instituição financeira e comprado pelo investidor é registrado por um agente de custódia. O principal agente de custódia dos títulos de dívida no Brasil é a CETIP.

O principal de um título, que também pode ser chamado de preço de compra, é o valor que a instituição financeira recebe e que deverá ser devolvido ao investidor.

Por exemplo, se você comprou um título de R$ 8.000,00, esse é o principal desse título e que deverá ser devolvido pelo emissor à você.

A compensação por ter comprado o título e, assim, emprestado dinheiro ao emissor é chamada de cupom, que é a taxa de remuneração a ser paga: os famosos juros.

Por exemplo, se você comprou um título de R$ 8.000,00 com um cupom de 10% a.a, ou seja, com uma taxa de 10% ao ano, ao fim de 1 ano o seu investimento nesse título renderá R$ 800,00.

A Remuneração em Renda Fixa

De fato, a remuneração em renda fixa é sempre vinculada a uma taxa de juros. Sendo assim, podem existir taxa de juros pré-estabelecidas, como a que vimos no exemplo anterior: uma taxa de juros pré-estabelecida de 10% a.a. Mas há também aqueles que são atrelados a uma taxa que varia de conforme algum índice econômico-financeiro.

Um dos índices mais utilizados como referência para remunerar a renda fixa é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Mas, também há outros investimentos atrelados a outros índices, como a Selic por exemplo.

Por exemplo, se você tiver um título de R$10.000,00 atrelado ao CDI que hoje está 0.69% ao mês o seu cupom desse mês será de R$69,00. Mas, caso o CDI passe a ser 0.55% no próximo mês, o seu cupom será de R$55,00.

Resumindo: existem três tipos de remuneração em Renda Fixa: taxa de juros pré-fixada, taxa de juros pós-fixada, taxa de juros híbrida. Você pode saber mais sobre isso no artigo A Rentabilidade em Renda Fixa

Então a Renda Fixa não é tão fixa assim?

É por aí mesmo! Não é a remuneração exata que é prevista, mas sim a sua rentabilidade ao longo da vigência do empréstimo. Melhor dizendo, o investidor não saberá exatamente quanto vai ganhar, mas ele terá certeza de que o ganho é constante.

Ou seja, a “remuneração fixa” é na verdade uma alusão à previsibilidade do investimento. No caso desses títulos sempre haverá uma rentabilidade conhecida e previsível, mesmo que às vezes esteja em função de algum índice variável.

Os títulos de renda fixa possuem um prazo

Os títulos de renda fixa são como contratos, certo? Você empresta um dinheiro a instituição financeira e esta se compromete em pagar um valor como rendimento pelo investimento.

Esse contrato realizado vem com um prazo determinado, que é estipulado com uma data de vencimento. Explicando melhor, quando você compra um título de dívida, ele vem com uma data de duração do contrato, que é quando você poderá resgatar o seu dinheiro investido.

Veja só, se você comprar um título do Tesouro Direto que vencerá em 01/01/2025, isso significa que você poderá resgatar sem complicações o seu dinheiro apenas no dia 01 de janeiro de 2015.

O que eu quero dizer com sem complicações é que caso você queira resgatar o seu dinheiro antes da data de vencimento, você precisa “vender” o seu título no mercado. Dessa forma, você precisa achar um comprador para o seu título.

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Então, os investimentos de renda fixa são passíveis de maior Risco de Liquidez. É preciso ter um bom planejamento para lidar com o dinheiro “parado” no título de dívida.

Alguns títulos podem ter uma carência, que nada mais é do que a possibilidade de resgate do dinheiro antes do fim do prazo de vencimento. Entranto, poucos títulos possuem esse recurso. Assim, é convencional assumir que os títulos em renda fixa são resgatados apenas no vencimento.

Como funciona o recebimento dos juros na renda fixa?

Vimos que ao comprar um título de dívida, você recebe os juros referentes a esse empréstimo. Como funciona esse pagamento?

A resposta é que depende de cada tipo de título em que investir. Cada tipo de investimento em renda fixa tem o seu modo de pagar. Pode ser: mensalmente, trimestralmente, semestralmente ou anualmente.

Por exemplo: no Tesouro Direto

Saiba que os investimentos em renda fixa sempre são em Juros Compostos, isso é, juros que incidem sobre os juros adquiridos. Em outras palavras é: o seu dinheiro cresce a medida que ele já cresceu.

No Tesouro existem as 3 modalidades: L diária, L semestral e L no vencimento. Da mesma forma são os outros tipos de investimentos.

Qual a segurança dos títulos de dívida?

Muitas pessoas já assumem que Renda Fixa é sinônimo de segurança. Isso é parcialmente verdade.

Eles são relativamente seguros, pois a maioria deles é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para valores de até R$250 mil por CPF e por instituição bancária, com limite de teto de 1 milhão resgatados em garantia a cada 4 anos.

Os títulos garantidos pelo FGC são: CDB; RDB; LCI e LCA; LC, LI e LH.

De maneira parecida, os títulos do Tesouro Direto são segurados pelo Tesouro Nacional.

No entanto, existem títulos de dívida que não são segurados ou que são segurados com menores garantias que as dispostas pelo FGC. São exatamente esses títulos que pegam na hora de dizer a Renda Fixa é totalmente segura.

Títulos em que não há garantias são: Debêntures; CRI e CRA.

Quais são os impostos?

É interessante ressaltar que os impostos sobre as aplicações em renda fixa buscam incentivar os investimentos de longo prazo.

Os impostos sobre as aplicações em renda fixa são o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Sendo assim, as aplicações em títulos de dívida obedecem à Tabela Regressiva de Imposto de Renda para títulos de Renda Fixa, que será calculado em cima do lucro obtido no investimento.

A Tabela Regressiva quer dizer que quanto mais longo for o investimento, menor será a tributação do IR, da seguinte forma:

E, caso o resgate das aplicações ocorra em um período inferior a 30 dias, também incidirá o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Como veremos na tabela a seguir, quanto menos dias o dinheiro tiver ficado aplicado no investimento, maior será a alíquota do IOF:

Por fim, alguns títulos de renda fixa não sofrem tributação de imposto de renda.

São eles: LCA e LCI; CRA e CRI e Debêntures.

Posto isso, entender a tributação da renda fixa é fundamental para um bom planejamento em investimentos de Renda Fixa.

E agora que você já leu sobre os principais conceitos de renda fixa, conheça os principais títulos

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