Por que o investidor DEVE estar atento ao coronavírus – Parte 1

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mulher com máscara de proteção
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O novo coronavírus, nomeado de Covid-19, segundo relatório Organização Mundial da Saúde (OMS), já atingiu 81.109 casos mundialmente e mais de 2.700 mortes confirmadas, até o dia 19 de fevereiro de 2020.

Na imagem abaixo, vemos os países com casos do novo coronavírus confirmados até o dia 27 de fevereiro:

Fonte: CDC. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/locations-confirmed-cases.html

Dessa forma, o coronavírus tem alarmado o mundo todo.

Enquanto médicos e cientistas empregam maciços esforços para encontrar uma vacina para o vírus. Autoridades governamentais buscam formas de conter a dispersão. Os economistas tentam mensurar o abalo na economia global e os investidores buscam diminuir os impactos da “crise do coronavírus” em seus investimentos.

Logo, em meio a todos os problemas que envolvem o coronavírus, os investidores devem estar atentos em como a dispersão do vírus pode afetar seus investimentos.

Isso, pois, é preciso estar atento à potencialidade de prejuízo econômico mundial do Covid-19.

O potencial de prejuízo econômico mundial

Os primeiros casos do novo agente do coronavírus foram registrados no dia 31 de dezembro de 2019 na China.

E quando a gente fala de China, estamos falando da segunda maior economia do mundo, cuja participação no Produto Interno Bruto (PIB) mundial é de 16%.

A Bain & Company, companhia de consultoria global, estima que o Covid-19 poderá custar certa de US$ 70 bilhões para a China.

Isso é em razão de que, além dos custos para a redução da dispersão do vírus e no desenvolvimento de uma vacina para contê-lo, as atividades econômicas chinesas cessaram na tentativa de diminuir a dispersão do vírus.

Com isso, as empresas estagnaram sua produção e as pessoas deixaram de sair de suas casas para evitarem a contaminação. Dessa forma, a vida cotidiana na China foi paralizada, causando um efeito cascata da economia chinesa para a economia global.

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Pode ser que os próximos resultados da atividade industrial chinesa revelem uma queda na produção. Isso, pois, os esforços de quarentena para conter a doença interromperam as cadeias de suprimentos e, consequentemente, causaram impactos em empresas no mundo todo.

Quais foram os impactos do novo coronavírus na economia?

A indústria automotiva, por meio das montadoras de veículos, e a indústria de produtos eletrônicos talvez sejam as mais afetadas. Assim como a indústria farmacêutica exportadora chinesa, que também está sendo afetada com a paralisação da mão de obra.

Não somente, segundo a Organização Internacional de Aviação Civil, as empresas de viagens áreas também vêm sofrendo com a redução do tráfego mundial em razão dos esforços para conter a doença e do medo da população mundial.

Por fim, a China é a maior importadora de petróleo do mundo e a recessão da produtividade econômica poderá ter grande impacto no comércio mundial de petróleo, segundo relatório da Agência Internacional de Energia.

Não somente, o novo coronavírus vem se espalhando por outros lugares do mundo acentuando ainda mais o desaquecimento da economia global.

Recentemente, os casos confirmados de Coronavírus na Europa e no Oriente Médio abalaram ainda mais o mercado financeiro mundial.

O resultado foi uma queda em praticamente todas as Bolsas do Mundo, inclusive a B3. O Ibovespa teve uma redução de -7%, caindo para 105.718,29 pontos no dia 26 de fevereiro, após sua reabertura pós-Carnaval.

Com isso, estariam as economias mundiais preparadas para suportar a perda de fôlego da economia chinesa? E a economia brasileira?

Continue lendo sobre Por que um investidor comum DEVE estar atento a “crise do coronavírus” com a Parte II.

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