Quanto de renda variável colocar na carteira?

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Carteira digital de investimentos
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Alguns de nossos leitores nos perguntaram sobre a tal da “Regra dos 100”, que as vezes é utilizada para nortear, na carteira de investimentos, o equilíbrio entre a porção de renda fixa e a porção de renda variável.

Nesta regra, relaciona-se a idade do investidor com o número 100. Ou 80, ou 60, dependendo do conservadorismo de quem a aplica ou sugere, da seguinte forma:

Porção de renda variável (%) = 100 – idade do investidor

Porção de renda fixa (%) = 100% – o resultado da subtração aí de cima

Então, um investidor de 25 anos deveria destinar 75% de sua carteira para renda variável e 25% para renda fixa. Mas, quanto mais conservador, menor o número a ser colocado no lugar do 100. Assim, poderemos ter o mesmo investidor de 25 anos destinando 55% (80-25) ou 35% (60-25) à renda variável.

Essa regra é válida?

A resposta é basicamente a mesma que você ouvirá sempre que o assunto é investimentos:

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A regra é bastante válida para chamar atenção para a possibilidade de tolerância dos mais jovens para correr riscos. O motivo é muito simples – quanto menor sua idade, maior o tempo disponível para esperar a recuperação da Bolsa em casos de quedas acentuadas ou grandes períodos de instabilidade política ou econômica.

Mas muitos outros fatores importantes para a decisão de onde alocar os recursos ficam de fora!

Como, por exemplo, a maturidade do investidor face a oscilações do mercado. Os objetivos com o investimento (para aqueles de curto prazo ou com data fixa e conhecida, não é interessante estar sujeito a grandes oscilações). E, acredito que o mais importante, o momento de vida do investidor. Alguns momentos costumam pedir maior segurança, como família aumentando, troca de emprego, ou até mesmo questões de saúde.

Viram que a vida é muito mais complexa pra caber em única fórmula, né?

Mas o que considero de melhor nessa regra dos 100 é que ela, de modo singelo, permite entender que: O perfil de investidor pode e deve alterar-se com o tempo!

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Isabela faz parte do time que fundou a Ciano. Arquiteta por formação e profissão e uma entusiasta das diferentes forma de comunicação, verbais e não verbais, que existem. Talvez por isso mesmo esteja também envolvida no ramo da educação. Poupadora desde os 16 anos de idade, começou a investir na Bolsa de Valores no início de 2017. Desde então vem estudando esse mercado que, para ela, abriu as portas de todo um mundo de gestão empresarial e empreendedorismo (e que mudou sua vida)

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