Tempo é dinheiro, mas conhecimento é muito mais!

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O dinheiro rentabiliza com o tempo
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Pelo menos uma vez na vida, todos já ouviram a expressão “tempo é dinheiro”. Empregada nas mais diversas situações, a ideia geralmente está correta, mas nem sempre completa. Pois de nada adianta muito o tempo se não temos o conhecimento para aproveitá-lo da melhor maneira.

Para me fazer mais clara, vou contar um pequeno causo que ocorreu comigo, quando eu estava no lugar certo, na hora certa, mas sem o conhecimento “certo”. E apesar de ser um episódio da minha vida privada, ele ilustra bem uma angústia de todo, absolutamente todo investidor: o arrependimento de não ter começado antes.

Então, senta que lá vem história:

O ano era 2015. Eu acabara de formar e contava com um montante de cerca de R$12.000,00 que economizara durante meus anos de estagiária.

Em alguma conversa com meu pai sobre perspectivas futuras, comentei que havia economizado esse dinheiro com a intenção de abrir um escritório de projetos. Mas com a vivência em diferentes atuações da profissão, eu estava mais inclinada a assumir um cargo em uma construtora, fazendo parte da equipe de obras.

E onde esse dinheiro está investido agora? Perguntara meu pai

Está tudo na poupança Respondi

E antes que você, leitor, coloque a mão na cabeça pensando sabe de nada essa menina, só tenho uma coisa a te dizer: você está certo. Na época eu nem fazia ideia do que era investir. Já eram pelo menos uns 7 anos que eu só sabia mesmo poupar. Tempo, sem conhecimento.

O despertar da força do conhecimento

Alguns dias depois, meu pai me apresentou uma corretora de valores. Com o assessor dele, conseguiu que me dessem acesso a algumas vídeo-aulas que explicavam os principais conceitos de renda fixa.

Conceitos entendidos, fomos para uma reunião na corretora. Nela o assessor bateu um papo comigo: Qual era minha renda mensal, quanto eu já tinha poupado, pra quê era esse dinheiro, eu pretendia usá-lo daqui a quantos anos… Isso tudo pra que ele pudesse desenhar uma carteira recomendada pra mim e para o meu perfil.

Saí de lá com uma conta aberta e um plano traçado por ele que era, basicamente, colocar tudo em renda-fixa e tesouro direto. Uns 3 mil reais com liquidez e o restante com vencimentos de longo prazo. Com a selic em franca ascensão, os pré-fixados de 3 anos estavam pagando algo em torno dos 17% a.a. Algo muito superior aos 6% de uma poupança, por exemplo.

Já estava satisfeita com o “meu” plano quando meu pai entrou na conversa, com uma dúvida bem pontual e que, na época, não entendi nada:

Assessor, e você não acha que pra ela seria uma boa ideia colocar um pouco em fundos imobiliários, não? Assim ela já vai tendo uma renda mensal, pra complementar o salário de recém formada

O assessor nem parou muito para considerar a sugestão. Apenas respondeu que o setor imobiliário estava em maus momentos e que por agora não compensava investir nisso.

Hora certa, lugar certo, conhecimento errado

Aah, o arrependimento de não ter começado antes… De não ter dado bola pra um simples comentário… De não ter ido atrás de outras informações e ter confiado cegamente no plano feito pra mim, mas não por mim…

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Antes de mais nada, tenho que deixar claro que o assessor não estava de todo errado ao não colocar Fundos Imobiliários no meu portfólio de investimentos. Era o meu primeiro dia de investidora e entrar de cabeça em Renda Variável (mesmo que seja uma renda variável mais “leve” como FIIs) poderia me traumatizar ao primeiro sinal de depreciação momentânea do patrimônio.

Mas é claro que ele também poderia ter tirado um tempo maior para me explicar esses riscos e ver se eu topava. Ou não. Porque, afinal, meu patrimônio era pequeno e talvez pra ele não compensava despender de muito mais tempo comigo.

Águas passadas…

Mas com um pouco de boa vontade (e se eu tivesse, na época, me ligado em FIIs e ido atrás de mais conhecimento) poderíamos ter escolhido um Fundo de Agências Bancárias, por exemplo. Com contratos de 10 anos de vigência, alguns me dariam uma renda extra mensal garantida até 2022, sem muitos solavancos.

Reescrevendo o passado

O que passou, passou. Mas proponho aqui um exercício de hipóteses:

Sabendo que dos R$12.000 que eu tinha, 3 mil foram destinados a um tesouro Selic e o restante a um pré-fixado de (se me lembro bem) 17%a.a. com vencimento em 3 anos… Sem nenhum resgate ou aporte, no final desse período, já descontados os impostos, meus R$12.000 cresceram para R$17.648

Mas… Se tivéssemos colocado apenas mil em tesouro Selic, 7 mil no mesmo pré-fixado de 17%a.a. e 4 mil no BBPO11, por exemplo. Ao final de 3 anos, os 8 mil em títulos de renda fixa cresceriam para R$11.928 já descontados os impostos.

E os 4 mil (mais 33 reais) de BBPO11, que me garantiriam 37 cotas, que teriam rendido nesses 36 meses R$1.253,56 em alugueis isentos de imposto. Além disso, as cotas teriam se valorizado 18,35%, passando a valer R$129. Caso eu resolvesse vendê-las, pagaria 20% de imposto e me sobrariam R$4.625,00. Somando com os títulos de renda fixa, daria um montante final de R$17.806,56. (E isso porque não considerei que os alugueis seriam reinvestidos. Ou seja, nada do efeito de juros compostos por aqui)

O “custo” de não ter o conhecimento certo na hora certa e no lugar certo? Nesse caso, foram R$158,26. Pelo menos pra mim. Pelo menos nesse horizonte de tempo.

Parece pouco, não é? Mas já parou pra pensar em quanto dinheiro você já deixou de ganhar por não ter tido conhecimento? Pois pare, relembre sua história e… Comece a entender que cursos, livros, congressos são sim um investimento.

Finalizados esses 3 anos necessários ao resgate do título pré-fixado, eu teria de fazer novas escolhas…. O ano era 2018, a Selic estava a apenas 6,5%a.a e ainda estava por vir mais um ciclo de cortes. Ou seja… adeus renda fixa que antes rendia facilmente 1% ao mês.

O ano era 2018 e eu já começava a contar, cada vez mais, com os conhecimentos certos para traçar planos para mim, por mim mesma.

Hoje, em Novembro de 2019, minhas 37 cotas hipotéticas de BBPO11 estariam me pagando mensalmente R$39,22. Tal rendimento corresponderia a uma taxa de 0,97% sobre os 4 mil e 33 reais do investimento inicial. Ou seja, eu ainda estaria no esquema de 1% ao mês sem esforço, mesmo em tempos de selic a 5%.

Quer ser capaz de traçar os próprios planos, ou pelo menos ser capaz de analisar com mais propriedade aquilo que o assessor te recomenda? Um bom ponto de partida é o curso online Análise de Investimentos para Não Profissionais.

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Isabela faz parte do time que fundou a Ciano. Arquiteta por formação e profissão e uma entusiasta das diferentes forma de comunicação, verbais e não verbais, que existem. Talvez por isso mesmo esteja também envolvida no ramo da educação. Poupadora desde os 16 anos de idade, começou a investir na Bolsa de Valores no início de 2017. Desde então vem estudando esse mercado que, para ela, abriu as portas de todo um mundo de gestão empresarial e empreendedorismo (e que mudou sua vida)

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